quinta-feira, 11 de junho de 2015

UMA VIAGEM AO CEARÁ

Lembro-me como fosse hoje, embarcando com destino ao Ceará terra aonde eu nasci, olhei para traz lá estava ela minha mãe: com os olhos cheios de lagrimas ao lado do meu pai e meu irmão. Bom, entrei no avião com toda sorte que eu estava fui logo do lado das asas do avião, o local aonde faz mais barulho. Cheguei na Bahia para poder fazer uma escala para pegar outro voou e me perdi no túnel para poder ir para dentro do aeroporto, para poder ir para outro local assim pegar um avião direto para o Ceará. Quando eu menos esperei estava aonde os técnicos ficam arrumando o avião, não me pergunte como eu cheguei lá, só andei distraído, vendo a beleza da terra Baiana. Logo fui abordado, e me mandaram subir lá para dentro do aeroporto então me ensinaram o caminho e eu fui. De sorte quando eu estava em São Paulo ainda, ouvi duas senhoras conversando falando que iriam para o Ceará, então aonde elas estavam ali estava eu. Por incrível que parece dei de frente com essas senhorinhas lá no aeroporto da Bahia então resolvi segui-las, até que entrei no avião com destino para o Ceará. Ao chega no Ceará lá estava minha tia e o meu tio me esperando, me deram um abraço bem forte e ficamos ali por volta de duas horas e meia esperando as minhas malas, só para não perde o costume com a sorte que eu estava. Depois de muito tempo minhas bagagens apareceram: então fomos embora, pegamos um táxi e fomos para Fortaleza aonde minha tia mora, fiquei ali 4 semanas, conheci parentes e outras tias e tios e fiz alguns colegas, e alguns amigos da família e tal. Gostava de beber uma latinha de cerveja até hoje me lembro a marca dela era antártica, só que lá a violência, e os assaltos as mercearias não davam bobeira, por consequência os barzinho eram todos com portão de ferros, digamos que uma segurança máxima para lugares periféricos, é uma terra sem lei a todos os aspectos, cobra comendo cobra, mas nada disso atrapalhou a beleza daquele lugar, eu embora acostumado com um ritmo mais disciplinado aonde alguns local em São Paulo é bem raro ver roubos em comunidades carentes, me adaptei ao ambiente e com as pessoas. As rapaziadas andavam com suas motos sem capacete na maior tranquilidade, praias lindas, embora não fui em nenhuma delas, conheci muitas histórias de todos os tipos com o pessoal de lá. Depois das 4 semanas em fortaleza, peguei um ônibus e fui destino a Boa Viagem, cheguei lá estava alguns tios e tias com um carrinho me esperando, me deram um abraço bem forte e caloroso e seguimos viagem para casa deles, em certa rodoviária, encontrei com alguns conterrâneos que estavam aqui em São Paulo, fiquei feliz em vê-los lá bem de vida, estavam trabalhando de moto táxi. Fiquei na casa de minha outra tia por um tempo, fui para uma comunidade vizinha aonde moravam alguns irmãos meu por parte de pai e os conheci, outras tias primos e tios. Fui bem recebido pelas minhas tias e meus tios, me senti à vontade com todos que encontrei por lá, era parado na rua por pessoas que nunca vi e me diziam: cadê a benção meu filho sou sua tia, sou seu tio, sou seu primo, sou amigo dos seus irmãos, foi uma sensação gostosa de se sentir. Fiquei uns dias na casa de minha irmã também, conheci sobrinhos, e fiz amigos. Gostava de ficar na frente da casa de minha irmã, ou na frente da casa de minha tia fumando meu cigarro e tomando minha cervejinha. Não posso nunca, jamais esquecer de minha vovó, uma senhorinha carinhosa, um amor fraternal contagiante, sentava com ela e suas amigas em uma roda e ela bolava um fumo para mim caiamos na risada, conversando sobre várias coisas, entre conversas recebia carinhos, beijos e abraços, agradeço a Deus por me permitir sentir tanto amor o quanto eu sentia com a minha vovó. Minhas tias o tempo todo disponível com o maior carinho e amor, os meus tios, gastávamos horas e horas, ouvindo história dos moradores e repartindo experiências, nesse dia percebi que para ser sábio não precisa ser estudado ou letrado, conheci muitos analfabetos que de fato eram sábios. Entre piadas, perdas, contos, e realidades do dia-dia, eu ia me tornando, mais sábio só ouvindo aqueles senhores que contavam algumas histórias que davam gosto de si ouvir. Minhas irmãs e eu almoçávamos juntos ficávamos em volta da mesa contando histórias e nos conhecendo a cada dia mais. Certo dia resolvi sair sozinho, mal eu sabia que aquela noite iria ser longa, meu primo me levou até o centro, então fiquei por ali entre alguns lugares e outros fui me arranjando. Filhos e filhas de fazendeiros com carros ligados em frente a salões gente de todo tipo, me lembrou São Paulo nas noites geladas e frias das baladas, porém lá só era forro. Encontrei um lugar e ali fiquei, tomei alguns whiskies com red bul, fumei alguns cigarros logo fiz algumas amizades e arrodeamos a mesa, conversa vai e conversa vem sempre rolava aquelas trocas de olhares com algumas garotas em volta da mesa, logo não demorava e nos achegávamos mais perto um do outro, e então rolava aqueles beijinhos bom demais da conta. Nunca curti tanto e gastei tão pouco, lá o ganho é pouco, porem o gasto também é, sobrou até um qualquer para mim. Mas a noite se prolongou para mim vir embora, eu me perdi! - Entrei em várias comunidades sem conhecer nada e nem ninguém, engraçado segunda vez que me perco, mas passou um garoto de moto, aí eu expliquei minha situação, porém, ele conhecia meus familiares e me levou para casa, fiquei tranquilizado e agradeci a ele. "Todo lugar tem gente boa, do coração bom, não importa aonde for, sempre terá um sal que dar gosto a terra". Ainda pelas bandas da casa de minhas tias e tios voltei para casa de meus outros tios e tias, é muito tio e tia eu sei... Ali eu ficava mais em um clima de tranquilidade e meditação, final de semana levava meus primos a pizzaria, ali comíamos, bebíamos, e dávamos muitas risadas, certo dia conheci uma garota, era irmã da ex-namorada do meu irmão, logo conversamos e saímos para uma pizzaria, conversamos sobre tudo, nos conhecemos, e no final gostamos, só que enquanto isso um outro irmão meu que eu não o conhecia pessoalmente estava lá com sua família, conhecido na cidade pelo seu dom artístico, desenhista e pintor, por toda parte tinha trabalho dele em mercados, lojas, pizzarias, e etc. Quando eu percebi, chamei o garçom para levar uma coca para ele, e mandei o garçom não avisar que vinha da minha mesa, mas que falasse que vinha de São Paulo, logo ele se levantou e ficou olhando para um lado e para o outro e nada de achar alguém. Depois fui lá na mesa dele, e perguntei se ele me conhecia e ele falou que não, então me apresentei, então nos abraçamos bem forte, ele me apresentou sua mulher e filha, a garotinha dele me deu um beijinho e me chamou de titio, fiquei cheio de amor no coração e conversei um pouco com ele, e me convidou para ir à casa dele qualquer dia desses que eu estava por lá, mas no final não conseguir ir lá, voltei a mesa para voltar a conversar com a menina, ela me falou i aí será que é eu que vou ter que pedir mesmo para te beijar, dei um sorriso envergonhado então saímos da pizzaria, paguei a conta e fomos para um cantinho da praça e ficamos ali, nos beijamos muito, me despedi dela e fui para casa da minha irmã. Noutro dia acordei leve, alegre feliz e cheio de amor no coração, paz, tranquilizado. Então resolvi ir para casa de minha outra vovó, fui até o centro peguei um pal de arara - é o nome dos caminhões que leva as pessoas ao interior, ele é todo aberto e tem algumas madeiras no meio e uma cobertura em cima aonde você se apoia para não cair tem madeiros ao meio, achei legal ar livre vendo as estradas da BR paisagens lindas e maravilhosas e inspiradoras. Cheguei ao destino lá estava minha vovó com um jumentinho para amarrar minhas coisas e com alguns primos meu para nos ajudar, mau eu sabia que a jornada seria grande para chegar na sua casinha de barro, mas foi gratificante cada gota de suor, cada morro, cada porteira que eu abria, e cada paisagem. Chegamos lá meu tio no cavalo, era vaqueiro e cuidava do gado do patrão dele, saiamos direto tomávamos uma cachaça Ypióca, e de vez em quando em alguns forrozinhos eu ia com meu primo. Ficava parte do tempo também meditando sobre a vida e a beleza que ela nos oferece, as aventuras, e o dia-dia simples da minha família. Para mim foi umas das épocas que o Espirito Santo mais se revelou a mim, sempre guiando meu coração dizendo; vá meu filho ame e se deixe ser amado por todos que encontrar. Saia mata a fora com meus primos de uma casa para outra, jogava bola com eles, me sentir em um pequeno paraíso escondido no interior do Ceará. Lagoas, frutas e etc..... Sem esse mundo tecnológico, vivendo a vida como ela é de fato, certo dia sai sozinho e me perdi novamente como de costume, eu me perdendo e me achando. Mas como sempre achava o caminho de volta para casa, cortei caminho por uma mata aonde me lembrava e sai na casa da minha vovó, ali sentava com ela e minhas tia e fumávamos um cigarrinho de fumo e conversamos e ela só no seu cachimbo. "De fato uma vida simples é bem mais rica do que morar em um apartamento na Zona Sul de São Paulo, nada paga a tranquilidade e o barulho da natureza sussurrando em seus ouvidos; bem-vindo meu filho". Em algumas dessas caminhadas eu tinha o costume de andar com um pedaço de vara pela estrada arrastando no chão e certo dia eu andando, mal eu sabia uma cobra bem do lado da estrada de terra, mas como eu vinha arrastando no chão a varinha, ela se espantou e saiu mata a fora, sempre algo novo, sempre surpresas simples me cativava mais ainda mais. Bom um pequeno resumo do que eu me lembro dessa minha viagem que queria registrar aqui, se eu fosse contar tudo nos mínimos detalhes iria ficar muito longo, mas espero que isso evolva vocês com o que eu sentir nesse lugar, depois que eu estava no interior fiquei mais alguns dias em Boa Viagem e voltei para São Paulo, foi único a sensação de estar caminhado no chão da vida com amor, responsabilidade, e gratidão ao ETERNO por criar e nos dá experiência magnificas. De fato, voltei totalmente diferente de lá.


2 comentários:

  1. Mano que show.
    E sempre bom ouvir alguém falando assim da minha terra.
    Fique a vontade e seja bem vindo para visitar-nos quantas vezes mais.
    E não deixe de conhecer nossas lindas praias da próxima vez.

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    1. Esse Ano estou ai meu mano, no finalzinho dele. Abraços...

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